Missão russo-europeia decola com sucesso rumo a Marte

A missão ExoMars 2016, a primeira de um programa conjunto da Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos para explorar o planeta vermelho, decolou nesta segunda-feira com sucesso a partir da base russa de Baikonur (Cazaquistão).

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Depois, a nave continuará sua viagem até o planeta vermelho e, uma vez em suas imediações, expulsará a sonda Schiaparelli, um laboratório de 600 quilos que atravessará a atmosfera marciana, se desprenderá de seus escudos de proteção e cairá na superfície ajudada por um paraquedas e um sistema de propulsão líquida.

Uma vez em seu destino, a região marciana Meridiani Planum, o módulo analisará algumas características básicas de seu anfitrião, como a pressão e a temperatura, embora seu verdadeiro êxito consistirá em aterrissar de maneira controlada no planeta vizinho.

Seria assim um marco na história da exploração europeia de Marte pois o único precedente, o Beagle do Reino Unido e a ESA de 2003, fracassou ao chegar porque dois de seus quatro painéis solares não conseguiram se desdobrar e bloquearam sua antena de comunicações.

Se conseguir pousar com sucesso em solo marciano e enviar informação aos centros de controle terrestre, Schiaparelli validará parte da complexa tecnologia de aterrissagem, que servirá para que a missão ExoMars 2018 mande a Marte um veículo “rover” capaz de se deslocar vários quilômetros e de escavar até dois metros sob terra para coletar e analisar mostras.

Schiaparelli terá uma vida útil de entre dois e oito dias marcianos (um dia marciano tem 24 horas e 37 minutos) e seu blecaute marcará o início da missão de seu companheiro de viagem, o TGO.

Esse orbitador sobrevoará Marte a 400 quilômetros de altitude durante quatro anos, com o objetivo de estudar a presença de metano e outros gases na atmosfera marciana, esclarecer se sua origem é geoquímica, vulcânica ou biológica e quais são suas fontes de emissão.

O TGO se dedicará também a elaborar mapas do hidrogênio presente no subsolo de Marte “que podem ajudar a escolher os lugares de aterrissagem de futuras missões, pois podem indicar reservas ocultas de gelo de água”, explicaram os responsáveis da ESA.

Fonte: EFE

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