CDENARC8 SAO PAULO 15/07/2013 DENARC / PRISÃO DE POLICIAIS CIDADES FACHADA Operação do GAECO de Campinas , no interior do estado , prendeu policiais do Denarc , delegacia especializada no combate ao tráfico de drogas , da cidade de São Paulo e de Campinas . Na foto movimento de jornalistas em frente a sede do DENARC na região central . FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo está investigando um esquema em que cocaína apreendida pelo Departamento Estadual de Prevenção e Combate ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, estava sendo desviada de dentro do seu cofre, na sede localizada no Bom Retiro, região central. As informações são do Fantástico, da TV Globo.O responsável pela troca, que pode ter atingido até uma tonelada da droga, seria o agente Bruno Luiz Soares Figueiredo, que foi preso e flagrado ainda repassando informações de operações do departamento a traficantes na Cracolândia, no centro. Em 5 de agosto de 2016, uma operação do Denarc resultou na prisão de 32 pessoas. Para o MPE, a ação poderia ter sido melhor desempenhada não fosse o vazamento. Ao Fantástico, a defesa de Figueiredo negou o crime.

Um outro policial, cuja identificação não foi revelada, atuava para auxiliar no suposto esquema. O Ministério Público realizou operação na semana passada – que incluiu a inspeção no cofre do Denarc.

 

Interceptações telefônicas mostraram que Figueiredo usava produtos de limpeza de piscinas para substituir a cocaína apreendida e encomendava lacres falsos para substituir os verdadeiros, que deveriam ser mantidos até a ordem de destruição do material.

Posicionamento. O Estado não conseguiu contato com o MPE ontem à noite. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse não tolerar “desvios de conduta e todo agente que comprovadamente se envolve com ilícitos é exemplarmente punido”.

De acordo com a secretaria, o Denarc tem adotado “medidas visando a dar transparência em suas atividades, como a instalação de 10 câmeras de monitoramento”. A pasta disse ainda que a “pretensa substituição” não foi comprovada depois de análise das câmeras de monitoramento instaladas no cofre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


 Fonte: Estadão

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