O desembargador José Antônio Robles, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia, manteve a prisão de Maria Rodrigues dos Santos, batizada pela Polícia como ´Maria Pistola´, de 71 anos, acusada de ser a mandante do assassinato do casal Abrão da Rocha e Cacilda Gomes. 

A defesa da acusada disse que a Polícia Civil pediu a prisão dela após interrogatório, onde ela preferiu ficar calada, utilizando de seu direito constitucional, além de ser idosa e possuir várias comorbidades como diabetes, depressão e osteoporose, sem contar que não há nada que liguei ela ao assassinato.

Para a Polícia a prisão da acusada é imprescindível para a conclusão das investigações. De acordo com os policiais, Maria era vizinha de Abrão em propriedade rural. Ambos possuíam rixas por motivos banais, como animais que passeavam na propriedade alheia. 

O habeas corpus foi impetrado contra a decisão da prisão preventiva decretada pelo Juízo da 1ª. Vara Criminal de Ariquemes. O inquérito policial, presidido pelo Delegado Ricardo Rodrigues, apresentou indícios de que a idosa teria pago R$ 5 mil reais ao foragido da justiça Nilton Ribeiro Martins para matar Abrão. Entretanto, na hora do crime, o executor matou Abrão e também a esposa Cacilda. Nilton Ribeiro Martins encontra-se foragido.

“No caso dos autos, o r. juízo indeferiu o pedido de liberdade provisória da paciente sob o fundamento de que neste momento, não há motivo suficientemente hábil para alterar a decretação da prisão provisória da paciente, bem como que os seus requisitos estão devidamente preenchidos. (…) Demais disso, a respeito da alegação de possuir enfermidades, determinou que fosse oficiado ao diretor do estabelecimento prisional que encaminhasse a paciente até a unidade de saúde, para que fosse realizado laudo médico e relatório que indicasse se poderia receber tratamento médico dentro da unidade prisional”, decidiu o desembargador.



FONTE: O observador

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