Contador de prefeitura é demitido por acessar site pornô no trabalho, em RO

Segundo TJ, servidor também conversava com mulheres pela internet.
Investigação apontou que funcionário de Rio Crespo espionava colegas.

Segundo TJ, servidor acessava sites de sexo em computadores da prefeitura de Rio Crespo (Foto: Eliete Marques/ G1)
Segundo TJ, servidor acessava sites de sexo em
computadores da prefeitura de Rio Crespo
(Foto: Eliete Marques/ G1)

 

Um contador da prefeitura de Rio Crespo (RO), no Vale do Jamari, foi exonerado do cargo por acessar sites pornográficos durante o horário de expediente no poder executivo. Além de ver conteúdos de sexo, o funcionário instalou programas para espiar as atividades dos próprios colegas. Diante das denúncias, o servidor  foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) a pagar uma multa de 30 vezes ao salário que ele recebia no município.

O acesso proibido em sites de pornografia foi descoberto em 2010, quando o prefeito, desconfiando de atividades indevidas realizadas por alguns servidores, procurou um técnico de informática para que fosse feita análise dos acessos dos servidores. Após uma perícia no computador que o contador usava, foram encontrados arquivos com materiais de conteúdos pornográficos, softwares espiões, além de outras ferramentas que não correspondiam às funções exercidas no serviço público.

Após a descoberta do fato, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) ingressou com uma ação na Justiça contra o funcionário. Para a promotoria, o servidor cometeu enriquecimento ilícito e violou os princípios que regem a administração pública, já que ele passava uma parte do expediente acessando sites pornográficos e conversando com mulheres através de redes sociais. 

Segundo apurou o MP, além de ver sites de sexo, o servidor instalou programas para espiar e monitorar as atividades dos demais colegas de trabalho.

Depois de ser denunciado pela promotoria, o contador solicitou que o processo fosse anulado por suposta ofensa aos princípios constitucionais. Ele alegou ainda ter obedecido as regras da administração pública e que não causou nenhum tipo de dano aos cofres públicos, pois não buscou vantagens indevidas de qualquer título.

Mesmo com a defesa, o TJ-RO julgou procedente o pedido inicial, comprovando a prática de improbidade administrativa por parte do contador. Para o judiciário, a atitude de ver conteúdos de sexos é uma afronta à administração do município. Diante das provas apresentadas pelo MP, o servidor foi condenado com a perda do cargo, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

 

 

Fonte: G1

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