China. Não é nevoeiro, é poluição

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O norte do país está em alerta laranja, tudo devido à poluição – que atingiu os níveis máximos deste ano. Em várias cidades, a concentração PM2.5 é 26 vezes superior ao valor máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A população foi aconselhada a evitar o ar livre.

Com os líderes mundiais reunidos em França para discutir as alterações climáticas, é da China e da Índia que chegam esta segunda-feira os alertas reais para a importância do que está em causa na discussão política em Paris.

Pequim voltou a sofrer um grave episódio de contaminação atmosférica. Naquela que é considerada a pior ocorrência do ano, a concentração de partículas nocivas PM 2,5 atingiu os 650 microgramas por metro cúbico na cidade, valor que ultrapassa em 26 vezes o máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde, e levou as autoridades a ativarem o alerta laranja – o segundo na escala de gravidade.

A decisão obriga as indústrias a reduzir ou cancelar a sua produção e determina a proibição de circulação de camiões, entre outras medidas, além de ser recomendado aos idosos e às crianças a permanência em casa.

Também em Nova Deli, na Índia, a poluição provocou esta segunda-feira uma densa nuvem que reduziu a visibilidade e fez disparar os índices medidos pelos aparelhos que controlam a qualidade do ar. Nenhuma recomendação foi emitida, nem foi acionado nenhum alerta, mas os problemas que tal concentração de partículas nocivas acarreta para a saúde pública são conhecidos.

A China e a Índia, as nações mais populosas do mundo, são também dois dos países que emitem mais gases com efeito de estufa para a atmosfera, nomedamente pela queima de carvão mineral para a produção de energia.

 

 

Fonte:expresso.sapo.pt

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