Rondônia tem 49,4% das rodovias com deficiência

ABUNÃ-BR364-RO.-06050214-JOTA-GOMES.-IMG_4376-303-copy-300x225Um problema sério para o transporte da produção, principalmente de alimentos e equipamentos é a má conservação das rodovias. Por elas passa tudo o que é produzido no campo e quanto mais precária, mais alto fica o custo. Em Rondônia, quase a metade das rodovias que cortam o Estado são deficientes, enquanto que aproximadamente 80% não tem condições satisfatórias de geometria, o que representa sério perigo de acidentes.

A informação é da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que divulgou ontem uma pesquisa sobre a situação das rodovias brasileiras. Segundo a CNT, atualmente 49,4% da extensão avaliada em Rondônia, aproximadamente 913 quilômetros, apresentam algum tipo de deficiência, sendo o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo. Somente 50,6% (937 km) tiveram classificação ótima ou bom. A Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 1.850 quilômetros no Estado e, em todo o Brasil, foram mais de 100 mil quilômetros avaliados.

Para recuperação ou readequação e manutenção desses trechos com problemas, a estimativa é de um investimento necessário na casa dos R$ 549,55 milhões.

Na área de pavimento, onde são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento, o estudo classificou como regular, ruim ou péssimo 44,0% da extensão avaliada no Estado, enquanto que 56,0% foram considerados ótimos ou bons. 22,4% da extensão pesquisada apresentam a superfície do pavimento desgastada.

Com relação a sinalização das nossas rodovias, onde foram observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais, o estudo apontou que há problemas em 33,2% da sinalização. Em 66,8%, ela é ótima ou boa. Em 21,4% da extensão avaliada no Estado não foram localizadas placas de limite de velocidade.
Geometria

O tipo de rodovia (pista simples ou dupla), a presença de faixa adicional de subida, de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria. A pesquisa constatou que 79,3% da extensão das rodovias pesquisadas em Rondônia não têm condições satisfatórias de geometria. 20,7% tiveram classificação ótima ou boa. O Estado tem 96,4% da extensão das rodovias avaliadas na pesquisa de pista simples de mão dupla.

Custo

Rodovias com deficiência reduzem a segurança de quem circula por elas, além de aumentar o custo de manutenção dos veículos e o consumo de combustível. Em Rondônia, o acréscimo do custo operacional devido às condições do pavimento chega a 24,1% no transporte rodoviário, prejudicando tanto o produtor rural, quanto o consumidor final, pois aumentando o custo da produção, o consequente aumento no preço dos produtos é inevitável.

 

Fonte: DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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