O Governo do Estado de Rondônia firmou acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Polícia Federal, Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e Superintendência de Polícia técnico-Científica (Politec), para um sistema que permite o compartilhamento de informações para apurar crimes e identificar desaparecidos.

No contexto de apuração criminal, perfis genéticos oriundos de vestígios de locais de crimes são confrontados entre si, assim como com perfis genéticos de indivíduos cadastrados criminalmente, auxiliando na elucidação de crimes, verificação de reincidências, diminuição do sentimento de impunidade e ainda evitar condenações equivocadas.

Outra utilização primordial dos bancos de perfis genéticos é a identificação de pessoas desaparecidas. Neste contexto, perfis oriundos de restos mortais não identificados, bem como de pessoas de identidade desconhecida, são confrontados com perfis de familiares ou de referência direta do desaparecido, tais como escova de dente ou roupa íntima.

Na última quinta-feira (10), o Estado de Rondônia passou a fazer parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBGP), o que permite o cadastro e compartilhamento de informações, entre as unidades estaduais e federais, para apurar e solucionar crimes e casos de desaparecimento de pessoas por meio da comparação de perfis genéticos.

Para o perito criminal federal e coordenador do comitê gestor da RIBPG, Ronaldo Carneiro, essa integração abre uma nova frente investigativa de solução dos casos para Rondônia. “Integra o Estado a uma rede consolidada, que já tem demonstrado vários casos de sucesso nos últimos anos”, afirmou o perito.

O Estado passou a fazer parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Instituto de DNA Criminal da Politec, dispondo de tecnologia para compartilhamento de informações com laboratórios de perícia de outros estados e com o Banco Nacional de Perfis Genéticos.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos é uma importante ferramenta para a elucidação de crimes. Ele recebe, semanalmente, perfis genéticos de todos os laboratórios integrados e compara casos criminais que estão sendo investigados pelas forças de segurança pública nos estados e no âmbito da Polícia Federal. Atualmente, a Rede Nacional de Perfis Genéticos conta com 19 laboratórios estaduais, um laboratório do Distrito Federal e um laboratório da Polícia Federal.

Para o diretor do Instituto de DNA Criminal do Estado, Ralph da Cruz Catrinck, a integração nesta rede já consolidada, amplia a possibilidade de solução de casos para Rondônia, bem como para todos os integrantes da RIBPG. “É uma poderosa ferramenta para elucidação de crimes e identificação de pessoas desaparecidas, no âmbito estadual e nacional”, declara.

Por: Marina Espíndola



Fonte: SECOM

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