Passageiros do transporte público de São Paulo ouvidos pelo G1 na manhã desta quarta-feira (15) reclamaram de não poder chegar aos locais de trabalho, mas apoiaram a paralisação contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Motoristas e cobradores de ônibus e metroviários fazem uma paralisação nesta quarta na capital e em alguns municípios da Região Metropolitana da capital paulista contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal. Terminais de ônibus e estações do Metrô amanheceram sem funcionários, vias foram bloqueadas por manifestantes e a Prefeitura acabou liberando o rodízio de carros em toda a cidade.

A auxiliar de escritório Elina Maria, de 48 anos, afirmou que precisava estar na região da Avenida Paulista às 8h e que sabia que não conseguiria.
A auxiliar de escritório Elina Maria, de 48 anos, afirmou que precisava estar na região da Avenida Paulista às 8h e que sabia que não conseguiria. “É um contratempo, mas sou a favor da paralisação. Também sou afetada [pela reforma da previdência]”, diz. (Foto: Márcio Pinho/G1)

No Terminal Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, a auxiliar de escritório Elina Maria, de 48 anos, afirmou que precisava estar na região da Avenida Paulista às 8h e que sabia que não conseguiria. “É um contratempo, mas sou a favor da paralisação. Também sou afetada [pela reforma da previdência]”, diz.

A copeira Rosiane Gonçalves conseguiu chegar à estação usando a Linha 5 do Metrô e avisava o patrão que não estaria às 8h em seu trabalho no Itaim Bibi. Mas disse apoiar a greve.

A empregada doméstica Judite Rodrigues veio de trem de Carapicuíba e agora espera no Terminal Pinheiros um ônibus (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
A empregada doméstica Judite Rodrigues veio de trem de Carapicuíba e agora espera no Terminal Pinheiros um ônibus (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

 

No Terminal Pinheiros, onde também fica a estação do Metrô e da CPTM, na na Zona Oeste de São Paulo, a empregada doméstica Judite Rodrigues, de 50 anos, veio de trem de Carapicuíba e agora espera no Terminal Pinheiros um ônibus para ir para a região da Paulista, onde trabalha. Ela é a favor da paralisação. “Estou perto de me aposentar, se entrar na nova regra, aí ferrou”. “Mas devia parar tudo, o trem também. Senão a gente fica assim pelo meio do caminho”.

Helena Dias veio da Raposo Tavares e também ficou no meio do caminho, no Terminal Pinheiros  (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
Helena Dias veio da Raposo Tavares e também ficou no meio do caminho, no Terminal Pinheiros (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Helena Dias veio da Raposo Tavares e também ficou no meio do caminho, no Terminal Pinheiros. “Acho que atrapalhou bastante a vida mas tem que parar, reivindicar, discutir. Tomara que dê um bom resultado para nós.” Ela é empregada doméstica e trabalha na Sumaré.

Já a auxiliar de limpeza Andreia Vieira, de 37 anos, não sabia que horas conseguiria chegar ao trabalho, no Brooklin. Ela disse ser a favor de protestos contra a reforma da previdência, mas contra parar serviços essenciais. “As pessoas precisam se unir, fazer algo a favor do povo, e não contra”, afirmou.

Passageiros disseram que prefereriam uma paralisação geral porque conseguiram pegar um dos transportes e ficaram no meio do caminho. Muitos chegaram de trem de regiões afastadas da cidade e não conseguiram ir terminar o trajeto. “Se eu for a pé até meu trabalho, com essa subida, vou chegar uma da tarde”, disse a empregada doméstica Helena Dias. Outros reclamavam da previsão do ônibus chegar às 10h no terminal. “Tinha que parar o dia todo. Assim vou chegar só para servir o almoço e ir embora”, disse a também empregada doméstica Sandra Marcochi. Ela veio de Poá e está desde 5h30 no terminal.

Terminal Santo Amaro vazio (Foto: Marcio Pinho/G1)
Terminal Santo Amaro vazio (Foto: Marcio Pinho/G1)

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