O futebol brasileiro também paralisou suas atividades por tempo indeterminado, em função do novo coronavírus. Em um momento no qual, como era previsto, o Flamengo é o time a ser batido, vindo de conquistas inéditas e acumulando um recorde de títulos em pouco tempo.

Do ponto de vista técnico e tático, muitos o consideram quase imbatível. Como parar as triangulações de Gabigol, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro? Ou impedir os avanços de Felipe Luís e Rafinha pelas laterais? Ou bloquear Gérson no início das jogadas?

A grande vantagem do Fla de agora parece algo que acontece na Europa. O adversário fica com o “cobertor curto”. Quando tenta parar os atacantes, vem um meio-campista vindo de trás.

Times como o São Paulo e o Palmeiras, no entanto, têm condições de encarar de igual para igual o temível conjunto carioca.

As duas equipes, no último jogo pela Libertadores, tiveram atuações similares à do Flamengo. LDU, Guaraní e Barcelona de Guaiaquil foram envolvidos de maneira semelhante.

Ainda mais do que a influência do competente técnico Fernando Diniz, é a experiência e a consciência tática de seus jogadores que podem fazer a equipe são-paulina vencer o Fla.

Dentro de campo, Daniel Alves tem sido um segundo treinador. E o ataque começa a funcionar, com um maior entrosamento entre Alexandre Pato e Pablo, que entrou no segundo tempo contra o Santos e mudou o jogo ao fazer os dois gols da vitória por 2 a 1.

Já o Palmeiras tem em seu elenco jogadores de alto nível, que ganharam mais entrosamento com a vinda do técnico Vanderlei Luxemburgo.

Em muitos momentos, o experiente treinador dá sinais de ter reencontrado o caminho para montar grandes equipes.

Felipe Melo, atuando como zagueiro, tem todas as condições de dificultar as ações dos atacantes flamenguistas.

No meio, não faltam jogadores qualificados, como Ramires, Bruno Henrique e Lucas Lima, que tem jogado mais próximo do gol. E, no ataque, Dudu e Luiz Adriano, têm feito a diferença.

O futebol de um modo geral está parado. Mas fórmulas para parar o time mais temido do Brasil, porém, vão continuar sendo pensadas.

Também em equipes como o Inter-RS, o Grêmio, o Atético-MG e até o Flu, que mesmo sem reforços consagrados, tem mostrado organização.

Tudo isso não só para derrotar o rival. Mas para comprovar a própria evolução. E abrir  a possibilidade de, no retorno das competições, os títulos disputados não ficarem apenas com uma equipe.



Fonte: R7

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