A música é um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Segmento profissional que foi um dos primeiros a parar e que deve ser um dos últimos a voltar, o mercado fonográfico e de shows precisou encontrar saídas para manter faturamento e visibilidade enquanto a realização de shows e aglomerações está vetada pelo poder público.

E essas medidas emergenciais têm dado efeito nas redes sociais. No Twitter, por exemplo, música tem sido um assunto mais comentado que o próprio coronavírus. Em abril, foram feitos 48 milhões de posts sobre música no Brasil, enquanto a doença figurou em 25 milhões de publicações.

A realização de lives é outro sucesso do mercado nesse período de confinamento. No Brasil, shows de artistas populares foram mais discutidos que a realização ou cancelamento de festivais do porte de Lollapalooza ou GRLS.

O Lolla teve 573 mil menções no Twitter em abril, enquanto a live de Gusttavo Lima foi citada 627 mil vezes. Em comparação com a de Péricles, a diferença é ainda maior: o show online do pagodeiro foi citado um milhão de vezes na rede social.

Mas ninguém supera Marília Mendonça, que teve 3,4 milhões de posts relacionados à sua live.

O sertanejo tem dominado as discussões no Twitter. Após a pandemia, são dez vezes mais tuítes sobre o gênero na rede social, com cinco vezes mais usuários comentando o estilo. Já o rap teve o dobro de usuários comentando sobre seus artistas e lives.

Esse aumento de visibilidade também despertou interesse de marcas, que passaram a patrocinar as lives e criar interações com os fãs dos artistas. Entre as marcas que criaram ações do tipo estão Casas Bahia, Vivo, PicPay, Renner, Havaianas, Cartões Elo e Brahma.



Fonte: R7

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