Outubro é o mês de conscientização à prevenção e diagnóstico do câncer de mama, que atinge as mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Só em 2019 foram estimados quase 60 mil novos casos da doença. Moradora de Porto Velho, Josimeiri Barbosa dos Santos teve câncer na mama direita.

Ela fez o tratamento e segue na fase de acompanhamento com consultas periódicas de seis em seis meses. Josimeiri tem 45 anos e descobriu a doença há um ano, depois de voltar de uma viagem de férias com a família.

“Essa notícia me deixou um pouco desanimada. Mas na minha conversa com Deus mantive minha fé. Gosto de frisar que mesmo eu me cuidando, tive câncer. As pessoas precisam se cuidar”, explicou.

O diagnóstico junto com a orientação de uma especialista, segundo Josimeiri, foi o que a tranquilizou para prosseguir com o tratamento. “A médica me deixou mais tranquila, pois tem câncer que vem no silencioso e a gente não sente nada. É por isso que tem que fazer o exame”, alertou.

Após a vitória na fase do tratamento, agora, Josimeri segue ao acompanhamento. Ela ressalta que os cuidados consigo e com a realização de exames anualmente a ajudou no diagnóstico no início da doença.

“Se eu tivesse deixado pra fazer o exame depois, talvez para mim não tivesse mais cura. Graças a Deus, por fazer o exame, fui curada a tempo”, diz.

 

Se reconhecer no espelho

 

Depois de 15 dias da primeira sessão de quimioterapia, Josimeiri perdeu os cabelo. Ela declarou ao G1 que foi preciso se olhar no espelho de forma diferente.

“Tive que me reinventar, pois mexe com a autoestima da mulher. O cabelo caiu e passei sete meses careca. Eu tinha o cabelo liso, agora ele veio cacheado. A verdade é que estou me amando. Eu pude me reinventar, usei peruca, turbante. Com certeza pude me ver como uma nova mulher”.

Josimeiri tem consultas pontuais. Ela retorna com o especialista de seis em seis meses. — Foto: Arquivo pessoal
Josimeiri tem consultas pontuais. Ela retorna com o especialista de seis em seis meses. — Foto: Arquivo pessoal

“Muitas mulheres, quando recebem o diagnóstico, acham que recebem uma sentença de morte, mas não é assim não. Eu digo que enquanto há vida, há esperança”.

 

Na fase de acompanhamento, Josimeiri tem consultas pontuais. Ela retorna com o especialista de seis em seis meses.

G1 entrou em contato com o Hospital do Amor da Amazônia, o Instituto São Pellegrino e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) para obter dados de pacientes com câncer de mama que foram tratadas em 2019 e 2020, mas o pedido não foi respondido até a última atualização desta reportagem.



Fonte: G1

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