Ministério vai mudar critério para notificar microcefalia

É esperado que a taxa de casos confirmados de malformações ou lesões neurológicas aumente

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Perímetro cefálico. Serão notificados meninos que nasceram com menos de 31,9 cm e meninas com 31,5 cm

São Paulo. O Ministério da Saúde vai mudar nesta semana o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS). Serão notificados como casos suspeitos da malformação meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros. As medidas novas são pouco menores do que os 32 centímetros usados até o momento.

A mudança servirá para que os dados de notificação do Brasil possam ser comparáveis com as informações de outros países. “A doença deixou de ser uma preocupação exclusivamente brasileira. Queremos que o que temos vivido no Brasil possa servir de experiência para outros países, e os dados daqui possam ser comparados cientificamente com os de outros países”, afirmou Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, durante seminário internacional sobre zika e microcefalia no Recife.

A epidemia de zika atinge ao menos 28 países, e o Brasil, a Polinésia Francesa, El Salvador, Suriname, a Colômbia e a Venezuela já reportaram à OMS aumento de casos de Guillain-Barré e de microcefalia, associadas ao vírus.

 

Não é só microcefalia. A redução das medidas usadas como critério para notificação pode até diminuir o número de notificações de microcefalia nos próximos meses, no entanto, é esperado que a taxa de casos confirmados de malformações ou lesões neurológicas aumente.

As notificações são tanto de bebês com cabeça menor do que o esperado, quanto de fetos que apresentam problemas de formação no cérebro ainda na barriga – mas que possuem perímetro cefálico normal. Todos passam por exames para detectar se há malformação e se ela foi provocada por uma infecção na mãe, só então entram na contagem de casos confirmados – não só de microcefalia, mas também de alguma lesão cerebral.

Pesquisas

Vacina. Atualmente, o Brasil tem parcerias com os EUA em várias vertentes do combate ao zika. Entre elas, o desenvolvimento da vacina contra o vírus, de tratamentos para a infecção e também de tecnologias de combate ao mosquito Aedes.

Minas recebe caderneta que orienta gestantes

Brasília.Minas Gerais receberá, nas próximas semanas, 284,4 mil unidades da Caderneta da Gestante, documento recém-lançado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de qualificar o acompanhamento pré-natal no SUS. A caderneta é dirigida aos profissionais de saúde e mulheres gestantes, e inclui um cartão de registro das consultas clínicas e odontológicas e os resultados dos exames e vacinas.

Nessa edição, a caderneta traz, entre outras novidades, informações sobre prevenção e proteção contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, ochikungunya e o vírus zika. O documento traz ainda informações sobre a assistência ao parto por enfermeira obstetra e espaços para registro do plano de parto e pré-natal.

Google e Unicef farão mapa de zika

Rio de Janeiro. O grupo Google informou nesta quinta que seus engenheiros estão trabalhando em parceria com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para analisar dados e mapear a disseminação do zika vírus. A ideia é tentar antecipar o espalhamento da doença, associada a casos de microcefalia.

O grupo está bancando um projeto de US$ 1 milhão para ajudar voluntários em campo, sobretudo na América Latina.

Segundo o Google, uma equipe de engenheiros, projetistas e cientistas de dados está ajudando a Unicef a produzir uma plataforma para processar dados de diferentes fontes, incluindo padrões meteorológicos e de viagens, para tentar visualizar potenciais surtos. “Essa plataforma de código aberto identifica o risco de transmissão por zika em diferentes regiões, o que ajudará governos, ONGs e a Unicef a decidirem como e onde concentrar tempo e recursos”, disse a empresa.

 

 

Fonte: Otempo

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