Foto de 4 de maio de 2001 mostra Kim Jong Nam, meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-um, que teria sido morto na Malásia (Foto: Toshifumi Kitamura / AFP)

Os governos da Coreia do Sul e da Malásia confirmaram nesta quinta (16) que o norte-coreano assassinado em um aeroporto da Malásia era Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Os sul-coreanos confirmaram a identidade analisando impressões digitais, segundo a agência Efe.

Seul realizou o teste por pedido do governo malaio, que na última terça-feira (14) solicitou a comparação das impressões digitais do falecido com umas de Kim que Coreia do Sul guardava, revelaram fontes do governo sul-coreano à emissora “NHK”. Após detectar uma coincidência entre as impressões, Seul abriu sua própria investigação.

O vice-primeiro-ministro da Malásia, Zahid Hamidi, disse que o incidente não afetará às relações bilaterais e qualificou de “especulação” o que o regime norte-coreano esteja por trás do suposto assassinato.

Envenenamento

As circunstâncias do envenenamento do norte-coreano de 45 anos, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, ainda não estão claras. Na segunda-feira (13), jornais relatam que duas mulheres teriam pulverizando em seu rosto um produto químico. Outros afirmaram que lhe injetaram um veneno. Ele morreu enquanto era levado a um hospital de Putrajaya, a capital administrativa do país.

Três pessoas já foram detidas por envolvimento no crime, segundo a Reuters. Nesta quinta, uma segunda mulher supostamente ligada ao assassinato foi detida. Na quarta (15), uma mulher foi presa no aeroporto com documentação vietnamita. As autoridades malaias não descartam fazer novas prisões ligadas ao crime.

O corpo do norte-coreano, que está no Hospital Geral de Kuala Lumpur, será entregue às autoridades da Coreia do Norte.

Sucessor

Kim Jong-nam chegou a ser considerado como o melhor posicionado para substituir seu pai à frente do regime norte-coreano, mas perdeu definitivamente a preferência do pai em 2001 após ser detido em um aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso. Ele tentava entrar no Japão para visitar o parque Disneylândia. Ele viajava constantemente entre Hong Kong, Macau e Pequim, mas não ocupava nenhum cargo oficial.

 

Fruto do casamento entre o ditador e a primeira esposa, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam atraiu a atenção nos últimos anos com suas críticas contra as políticas do regime norte-coreano e seu sistema de sucessão, expressadas através de sua correspondência com um jornalista japonês.


Fonte: Agência EFE

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