Dores no corpo e cabeça, febres e calafrios. Esses são alguns dos sintomas que o funcionário público federal José Leite, de 56 anos, afirma ter sentido nas vezes em que teve malária. Segundo o morador de Porto Velho, essa situação se repetiu 17 vezes durante sua vida. Essas situações ocorreram em uma época em que ele trabalhava na região de Machadinho d’Oeste, que, segundo o Ministério da Saúde, tem um alto índice de infestação da doença.

José conta que fez o tratamento corretamente em todas as vezes e dá dicas de cuidados para evitar a malária. “Quando eu estou no sítio, eu evito ficar exposto, de seis horas para frente. Passo repelente. Quando durmo fora da cidade, só com mosquiteiro”, diz.

O estado de Rondônia está justamente no grupo em que mais chama atenção das autoridades. Segundo o Ministério da Saúde, 99% de todos os casos de malária do país se concentram na chamada região Amazônica, formada por nove estados no total.

Segundo Valdir França Soares, coordenador estadual do Programa de Controle de Malária, o estado tem um histórico considerável no número de casos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018 o estado fechou com mais de 9.400 casos. Só neste começo de ano, já são mais de mil casos registrados.

Valdir alerta que quatro municípios do estado se encontram em alerta para a doença. São elas Porto Velho, Itapuã, Alto Paraíso e Candeias. Por isso, o gestor orienta os moradores caso sintam os sintomas da malária.

“Ao sentir os primeiros sintomas, a pessoa deve buscar uma Unidade Básica de Saúde e fazer a lâmina (exame). Esse é o primeiro passo. Se for malária, tomar os remédios em menos de 24h e começar o tratamento. É o que nós recomendamos. Nós temos muitos casos, principalmente em áreas de garimpo, que as pessoas demoram alguns dias para procurar fazer a lâmina. Então, esse é um dos fatores que está aumentando a malária também.”

É importante lembrar que o diagnóstico e o tratamento contra a malária são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema único de Saúde. A malária tem cura, mas somente se o paciente fizer o tratamento corretamente até o final. A doença atinge o fígado e pode matar ou trazer sequelas graves. Além disso, o tratamento é fundamental para interromper o ciclo de transmissão, já que uma vez que o mosquito Anophelespica uma pessoa doente de malária e é contaminado com o parasita Plasmodium, o inseto já começa a transmitir a doença.


Fonte: Rondoniagora

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