As cidades do interior de Rondônia registraram a maior taxa de mortes violentas entre janeiro e dezembro de 2018, segundo dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec). Ao todo, foram 292 assassinatos no interior contra 156 da capital Porto Velho, uma diferença de 65,18%.

Janeiro foi o mês mais violento no interior no ano passado: 31 mortes em 31 dias. Ou seja, é como se uma pessoa tivesse sido morta por dia apenas nas cidades interioranas. Julho foi o segundo mês mais violento, com 30 vítimas executadas em 31 dias.

Enquanto o interior teve 292 mortes violentas, em Porto Velho foram 156.

Três meses do ano passado lideraram como os mais violentos na capital: março, abril e agosto, quando tiveram, respectivamente, 19 execuções mensais. Fevereiro foi o mês com menor número de mortos: 7 no total. Enquanto isso, quatro meses tiveram o mesmo n° de mortes.

Queda de homicídio a nível estadual

Os dados da Sesdec mostram que, mesmo o interior liderando as mortes violentas, Rondônia teve queda de 11,81% nos assassinatos em 2018.

  • Em 2017 foram 508 mortes
  • Já em 2018 esse número caiu para 448

Quais crimes entram como mortes violentas?

A Secretaria de Segurança Pública de Rondônia classifica como mortes violentas os homicídios dolosos, latrocínios e lesão corporal seguida de morte. Os número são acompanhados mensalmente através do projeto Monitor da Violência do G1.

Nos três tipos de crimes contabilizados pelo governo ocorreram quedas significativas. O latrocínio caiu 14,28%, enquanto homicídio doloso teve redução de 10,60%.

Porém a maior queda, de 100%, foi em casos de lesão corporal. Em 2017 seis pessoas morreram após sofrerem alguma lesão corporal, enquanto no ano passado não houve óbito dessa natureza.

Quais mortes mais chocaram o estado em 2018?

Entre as mais de 430 mortes registradas no ano passado, algumas delas causaram revolta na população do estado.

No fim de dezembro, uma uma adolescente de 17 anos foi morta dentro de um motel em Porto Velho. O suspeito do crime? Um ex-namorado que atraiu a jovem até o local e a executou com vários tiros.

Outro crime que causou revolta foi o caso da universitária assassinada após entregar o trabalho na faculdade que estudava, também na capital.


Fonte: G1

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