Eletrobras RO diz que usinas térmicas podem amenizar impactos de apagões

Prejuízos de consumidores podem ser ressarcidos após análise da empresa. Sobre postagem, supervisor diz que chefe da Casa Civil se equivocou.

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Sede da empresa Eletrobrás Distribuição Rondônia, em Porto Velho (Foto: Mary Porfiro/G1)

Após cinco apagões, em 40 dias, a Eletrobras Distribuição Rondônia afirmou, na tarde desta segunda-feira (21), que a causa dos apagões frequentes nos estados de Rondônia e Acre ainda não foi identificada, e que a volta das usinas termelétricas poderiam amenizar a situação. Segundo João Picanço, superintendente de operações da Eletrobras no estado, o uso das usinas térmicas poderiam amenizar apagões como os últimos ocorridos, mas não corrigiria o problema 100%.

“Quem rege e aciona as usinas térmicas é o Operador Nacional do Sistema (ONS). O Ministério de Minas e Energia recomendou que algumas dessas térmicas fossem desligadas, por questão de economia, pois elas são mais caras. Porém, seria uma opção para termos mais geração para mantermos o sistema em Rondônia, e dependendo do evento, evitaria que tivéssemos outro apagão em grande proporção como este. Não corrigiria na totalidade, mas já ajudaria muito”, explica o superintendente.

 

Procurado pelo G1, o chefe da Casa Civil, Emerson Castro, afirmou que sua postagem não foi de cunho oficial, pois utilizou sua página pessoal da rede social. Castro afirmou ainda que postou o que compreendeu durante conversas com o presidente da Eletrobras e outras pessoas. A publicação foi editada algumas vezes, mas ele se defende dizendo que não tinha atentado para o impacto que o primeiro texto causaria perante os seguidores, e que por isso, editou e colocou termos mais leves, porém, manteve o mesmo teor da postagem.

Em relação às providências a serem tomadas, o chefe da Casa Civil afirma que está fazendo os encaminhamentos necessários com os devidos órgãos para que se encontre uma solução para o problema.

Prejuízos dos consumidores
Questionado sobre os possíveis prejuízos dos consumidores por causa da queda de energia, Picanço afirmou que a Eletrobras possui um atendimento específico aos clientes e que cada ocorrência será analisada por técnicos da empresa.

“Existe por parte da Eletrobras um procedimento aos clientes. Cada ocorrência será analisada para constatar se aquele equipamento foi prejudicado com a ocorrência, porque certos tipos de equipamentos não danificam desse modo”, diz. Ele afirma ainda que, se couber, a reparação será feita pela distribuidora.

Desligamentos agendados
Em relação a coincidência do último apagão ter sido no mesmo período do desligamento agendado em Porto Velho, João Picanço afirma que não tem nenhuma relação, e que somente uma região específica é que fica sem energia por um tempo programado, o que não foi o caso.

“Não vamos desligar uma cidade inteira para dar manutenção. Não tem lógica. Quando uma capital inteira e quase 80% do estado ficam sem energia com certeza é um problema maior que um desligamento de manutenção”, diz.

Os desligamentos programados em Porto Velho continuam até o dia 4 de outubro.

 

Fonte: G1

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