Dilma pede apoio no Congresso para volta da CPMF e é vaiada

Congresso Nacional deu início ao ano legislativo.
Dilma pediu parceria para retomar o crescimento econômico do país.

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O Congresso Nacional deu início ao ano legislativo e a presidente Dilma Rousseff foi levar pessoalmente a mensagem do governo para os parlamentares.

No início da tarde da terça-feira (2) foram feitos os últimos preparativos para a chegada da presidente Dilma ao Congresso. Pouco antes do início da cerimônia, foram disparados tiros de canhão.

Dilma chegou e cumprimentou com beijinhos os presidentes do Senado e do STF, mas foi formal com o presidente da Câmara. A presidente recebeu muitos comprimentos na chegada ao Plenário e falou com parlamentares aliados e da oposição. No caminho, havia cartazes contra aCPMF.

A presidente foi ao Congresso defender pessoalmente as reformas, mas antes mesmo de apresentar as propostas do governo para 2016, recebeu vaias e aplausos.

Dilma pediu parceria com o Congresso para retomar o crescimento econômico do país. “O Brasil precisa da contribuição do Congresso Nacional para dar sequência à estabilização fiscal e assegurar a retomada do crescimento”, disse.

Apesar da resistência do Congresso, a presidente falou da importância da CPMF para equilibrar as contas do governo. “Peço que considerem a excepcionalidade do momento. Levem em conta dados e não opiniões, que tornam a CPMF a melhor opção disponível para ampliar no curto prazo a receita fiscal”, falou.

Dilma saiu apressada ao deixar o Plenário. O presidente da Câmara precisou correr para alcançá-la. Bem-humorada, ela evitou falar com a imprensa. O líder do governo, José Guimarães, chegou tropeçar na presidente.

Dilma falou rapidamente sobre a cerimônia. “Eu achei ótima a receptividade. É minha absoluta obrigação estar aqui”, concluiu.

O presidente do Senado fez uma análise realista sobre a pauta proposta por Dilma. “Se não a aprovação, pelo menos o debate em relação a cada uma dessas matérias”, disse o senador Renan Calheiros – PMDB/AL.

Parlamentares se reuniram na presidência do Senado. A oposição foi cautelosa. “O fato de ela ter vindo ao Congresso mostrar que está aí, que quer enfrentar, foi bastante positivo. Isso precisa ter desdobramentos. Se não tiver desdobramentos, esse simbolismo dessa atitude se desfaz em algumas semanas”, disse o senador Tasso Jereissati – PSDB/CE.

Não é comum o presidente da República ir à solenidade que abre o ano do Congresso, mas Dilma precisou se expor para se aproximar de parlamentares de quem o governo depende para aprovar as medidas que escolheu para enfrentar a crise.

 

 

Fonte: G1

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