Um dos principais problemas a serem enfrentados pelo governador eleito, Coronel Marcos Rocha (PSL), assim que assumir o estado em 1º de janeiro é a questão financeira. A declaração é do atual governador, Daniel Pereira, que foi feita durante entrevista no Palácio Rio Madeira nesta segunda-feira (12), em Porto Velho. O governador eleito afirmou que, para resolver o problema, irá “cortar por dentro”.

Na primeira aparição pública dos dois juntos para falar sobre a transição do governo, Daniel expôs não só os problemas financeiros, mas os políticos e sociais. “Eu não quero que o governador seja surpreendido a partir do momento que ele tomar posse”, destacou o atual governador.

Entre os maiores desafios assim que passar o bastão para Marcos, Daniel pontuou os investimentos mínimos e obrigatórios à educação e à saúde, bem como repasses para poderes e órgãos públicos.

“Quando se soma isso tudo, além das despesas fixas do executivo, principalmente com as despesas de pessoal, você já envolve aí 92% das nossas receitas. Isso é muito pouco. Esse será o grande desafio do novo governo”, ressaltou Daniel Pereira.

O atual governador falou ainda sobre a dívida do Iperon, do empréstimo feito junto ao BNDES e dos precatórios na ordem de mais de R$ 1,5 bilhão, que devem ser quitados até 2024.

Fez menção também à Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), que tem 400 servidores com situação a serem definidas e falou sobre a Eletrobtas Rondônia (extinta Ceron), que passa pelo processo de privatização.

Questionado sobre isso, Marcos Rocha garantiu que irá resolver.

“Se a gente tem dívidas, temos que cortar por dentro. Isso tudo nós vamos tratar, pois nós temos pessoas habilitadas para resolver e levantar soluções”, acentuou Marcos Rocha.

Sem secretariado?

Marcos Rocha não falou sobre possíveis secretários que devem ser nomeados por ainda não saber. Entretanto, declarou que vai “enxugar o estado”. “Isso é uma necessidade. Foi uma das primeiras coisas que conversamos com o atual governo nesse momento de transição”, disse o governador eleito.

Na última semana, 33 nomes foram anunciados para compor a nova equipe governamental. Desses, 13 são servidores públicos. Além disso, cinco deles terão acesso a informações sigilosas do estado. O processo também está sendo coordenado pelo atual governo, que indicou titulares de pastas específicas.

O governador eleito disse também que, durante a campanha eleitoral, não firmou compromisso com outros partidos e que, por isso, não sofrerá pressão política no que se refere a indicação de possíveis secretários, além da contratação de profissionais comissionados.


Fonte: G1

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