Se depender dos discursos, a vida da Energisa não será nada fácil em Rondônia, a partir da CPI que entra na reta final, na Assembleia Legislativa. Não se ouve, nos meios políticos, praticamente nenhuma voz em defesa da empresa responsável pela distribuição da energia elétrica no Estado. A Energisa até que tenta, através da divulgação de várias notícias positivas distribuídas por sua assessoria e via medidas para se aproximar da coletividade, mas sua imagem torna-se difícil de recuperar pela forma como trata os consumidores, mas, principalmente, pelo preço abusivo em grande parte das contas de consumo de luz. A CPI, presidida pelo deputado de Ariquemes, Alex Redano e pelo representante da Capital, Jair Montes, o relator, deve ser concluída no próximo dia 29, quando serão ouvidos os dirigentes da empresa, mas com poucas chances de reverter o quadro que se desenha: entre outras coisas, a CPI vai exigir o fim do contrato da Energisa no Estado. Nesta semana, pelo menos três deputados federais, entre os mais poderosos da bancada federal, participaram da CPI na ALE. Mariana Carvalho, Mauro Nazif e Léo Moraes aproveitaram o momento para, também eles, descerem a lenha na empresa, unindo suas vozes aos constates protestos que têm emanado de praticamente todos os setores da sociedade. A forma como a distribuidora trata seus clientes e os preços cobrados são, na essência, os grandes adversários da Energisa. Haverá solução?

O relatório final será colocado em votação até 10 de novembro, segundo anuncia o relator Jair Montes. Ele afirma que não pode adiantar nada ainda, oficialmente, porque antes de produzir o trabalho final da Comissão, os membros da CPI devem ouvir os dirigentes da empresa, dando-lhes a oportunidade do contraditório. Só a partir daí, então, o trabalho será concluído. Não é necessário ter bola de cristal para se saber que os parlamentares vão exigir, da Aneel, medidas duríssimas contra a empresa, em Rondônia, incluindo-se aí cancelamento do contrato em vigor. O presidente da CPI da Energisa, o deputado Alex Redano, não esconde sua posição pelo fim das relações entre o Estado e a distribuidora de energia. Como a CPI não pode fazer muita coisa, a não ser encaminhar suas denúncias ao Ministério Público, aos órgãos de fiscalização e controle e à própria Aneel, não se tem certeza se haverá o resultado próximo ao que o relatório vai pedir. Mas ficará claro que as relações entre a empresa e Rondônia tendem a se tornar cada vez piores, caso não haja mudança radical na forma como a Energisa está atuando no nosso Estado. Veremos, enfim, no que vai dar. E se vai dar alguma coisa!

 

Ségio Pires

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