O Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) deixou de receber pacientes na tarde desta quarta-feira (25) em Porto Velho devido a paralisação na coleta de lixo hospitalar. Um memorando informando a situação foi enviado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

No documento, a direção da unidade hospitalar afirma que sem a coleta de lixo classificado como infectante, químico ou perfurocortante, a situação do Cemetron se apresenta “de forma delicadíssima” pois além do atendimento aos casos de doenças infectocontagiosas, o hospital ainda disponibiliza 32 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para casos de Covid-19.

A direção também afirma que o “Plano de Contingência Para Coronavírus – Cemetron” define que todos os resíduos provenientes da assistência devem ser enquadrados na categoria infectantes. Diz ainda que a empresa que realiza a coleta de lixo comum do hospital informou que não mais realizará a coleta dos resíduos que estiverem misturados aos infectantes.

Imagem de lixeira lotada foi anexada ao documento que informava a suspensão de recebimento de pacientes — Foto: Reprodução
Imagem de lixeira lotada foi anexada ao documento que informava a suspensão de recebimento de pacientes — Foto: Reprodução

Segundo o memorando, toda essa situação tem gerado acumulo de lixo hospitalar nas enfermarias, e por isso a unidade suspendeu temporariamente as novas admissões de pacientes até que a Sesau contrate uma empresa especializada para a coleta de resíduos.

Em nota, a Sesau informou que os pacientes não estão sendo aceitos no Cemetron por questão de segurança, e que eles estão sendo encaminhados para o Hospital de Campanha.

Suspensão na coleta de lixo

 

Lixo hospitalar se acumula nas unidades de saúde de RO — Foto: WhatsApp/Reprodução
Lixo hospitalar se acumula nas unidades de saúde de RO — Foto: WhatsApp/Reprodução

Hospitais públicos de Rondônia estão sem o serviço de coleta de lixo desde a terça-feira (24) pois o contrato com a empresa responsável pelo trabalho venceu e não houve acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Ao G1, a secretaria informou que tentou prorrogar o contrato com a empresa até 31 de dezembro deste ano, pois já está com outra licitação em andamento. Entretanto, a empresa não aceitou, pois queria por um prazo de 180 dias.

Sem acordo, a empresa retirou das unidades todos os objetos e materiais utilizados na coleta de lixo hospitalar.



Fonte: G1

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