Boliviano que matou PF e deixou corpo para onças é preso em RO

Crime aconteceu em 1999, após agente cair em emboscada de traficantes.
Após atirar em agente, acusado enterrou corpo em cova rasa perto de rio.

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O boliviano acusado de ter matado um policial federal durante uma emboscada na fronteira com a Bolívia, em 1999, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (10) em Vilhena (RO), região do Cone Sul. De acordo com a PF, José Pereira Melgar, 39, conhecido como Butelo, estava morando na cidade e usava nome falso para se esconder. Após meses de investigação, os agentes o localizaram e cumpriram o mandado de prisão no final da tarde.

Conforme a PF, Roberto Simões Mentzinger foi morto com um tiro no Rio Guaporé, enquanto investigava uma quadrilha de traficantes que enviava cocaína da fronteira de Rondônia para São Paulo. Após ser assassinado, o agente foi enterrado em uma cova rasa e acabou sendo devorado por onças.

Melgar, acusado de ter matado o policial, encontrava-se foragido da Justiça desde 2008, quando o Tribunal do Júri da Justiça Federal o sentenciou a cumprir pena de seis anos e seis meses de reclusão por furto qualificado e ocultação de cadáver.

Conforme a PF, o boliviano tinha família na cidade de Cerejeiras (RO) e morava em Vilhena há alguns anos. Após ser preso no final da tarde desta sexta-feira (10), ele foi encaminhado à Casa de Detenção. Como os atos infracionais foram praticados em território nacional, o acusado está à disposição da Justiça brasileira. O G1 não conseguiu contato com a defesa de Melgar até a publicação desta reportagem.

Tempo permanece encoberto nesta segunda-feira (Foto: Jonatas Boni/G1)
Após levar tiro, policial caiu dentro do Rio Guaporé, mas boliviano retirou (Foto: Jonatas Boni/G1) Homicídio

Em 3 de dezembro de 1999, enquanto investigava uma quadrilha de traficantes na região de Pimenteiras, que mandaria cocaína da Bolívia para São Paulo, Mentzingen e mais dois polícias caíram em uma emboscada.

Segundo a Justiça, os federais teriam sido conduzidos pelo traficante Eliseu Schmitt, líder de uma família que supostamente comanda o tráfico de cocaína na região, até uma chácara na beira do Rio Guaporé.

Ao chegarem no local, os agentes foram surpreendidos por dez traficantes bolivianos. Na ocasião, Mentzingen levou um tiro no coração e caiu no rio. Os companheiros também ficaram feridos e foram capturados pelos traficantes.

De acordo com depoimentos colhidos na época, a quadrilha decidiu não matar os demais policiais federais para que eles contassem a história. Após Mentzingen ser morto, os policiais acabaram abandonados em uma pequena ilha, onde ficaram sangrando até serem socorridos. 

Logo depois, o traficante retirou o corpo do policial do Rio Guaporé e o enterrou em uma cova rasa, em uma ilha próxima da cena do crime. O cadáver foi encontrado mutilado dois dias depois pelas autoridades, provavelmente devorado por onças.

Depois da morte, Roberto Simões de Mentzinger foi homenageado com o título de Herói da Polícia Federal, rendida a integrantes que morreram em confronto direto no exercício da função.

Foragidos
Os demais envolvidos na morte do policial Mentzinger estão foragidos na Bolívia. O líder da quadrilha, Gilmar José Bassegio, conhecido como “Tchoco”, chegou a ser preso em 2002 e condenado a 37 anos de prisão, porém, logo depois, fugiu do presídio Urso Branco, em Porto Velho.

Um dos envolvidos na morte do policial é o brasileiro Celso Schmitt, um dos 30 nomes mais procurados do mundo pela Interpol.

 

 

 

Fonte: G1

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