Aida Figiber de Oliveira, viúva do primeiro governador de Rondônia e que transformou o território federal em estado, Coronel Jorge Teixeira, morreu aos 98 anos na nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro. Ela estava internada há dias e lutava contra o novo coronavírus.

Aida e Jorge Teixeira, mais conhecido como Teixeirão, que morreu em 1987, se casaram na década de 1950.

O escritor, jornalista e membro da Academia Rondoniense de Letras, Júlio Olivar, conta que Aida morava no bairro da Urca, no Rio, e estava afastada de Rondônia desde meados da década de 1980. Mas, segundo ele, ela nunca se esqueceu do estado.

Aida Figiber e jorge Teixeira, primeiro governador de Rondônia. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

Aida Figiber e jorge Teixeira, primeiro governador de Rondônia. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

Olivar ressalta ainda que a ex-primeira-dama falava dos bons momentos e das crises comuns no meio político, em um tempo de transição entre o regime militar e a abertura democrática do país. “Teixeira foi traído por políticos da sua intimidade, falsos amigos”, dizia ela, sem reservas.

“Foi uma mulher absolutamente discreta, assumindo desde sempre seus cabelos brancos ainda no cargo. Não era dada a ostentações. Gostava de se envolver em atividades sociais, em entidades como Pestalozzi, Legião Brasileira de Assistência e Casa do Ancião”, revela o escritor.

Júlio conta também que a Aida marcou época pela seriedade e desapego ao título de primeira-dama. “Isso aqui é uma missão que exerço pelo meu marido militar”, conta Olivar que era a justificava de Figiber.

Aida Figiber e jorge Teixeira. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

Aida Figiber e jorge Teixeira. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

O professor de história Dante Ribeiro diz que Aida foi testemunha ocular dos feitos do esposo, que foi o último governador do território federal e primeiro chefe do estado de Rondônia.

“Ela acompanhou toda a trajetória do seu marido na região Norte. Com certeza abriu mão de uma vida confortável na cidade grande para vir para, nem sempre, confortável da nossa interlândia. Certamente viu o Coronel Jorge Teixeira e todas suas dificuldade implantar Infantaria de Selva. Coronel Jorge Teixeira, o patrono da mais nova arma do exército brasileiro a arma de Infantaria de Selva”.

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf S) emitiu uma nota lamentando a morte de Aida (veja íntegra ao fim da reportagem).

Aida Figiber morreu aos 98 anos no Rio de Janeiro com Covid-19. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

Aida Figiber morreu aos 98 anos no Rio de Janeiro com Covid-19. — Foto: Rosinaldo Machado/Arquivo pessoal

Jorge Teixeira

Jorge Teixeira de Oliveira chegou em Rondônia em 10 de abril de 1979, nomeado pelo presidente João Figueiredo, com a missão de preparar o território federal para ser transformado em estado.

A instalação do Estado de Rondônia aconteceu em 1982 e Teixeirão ficou até 1985, quando foi exonerado pelo então presidente José Sarney. Ele morreu dois anos depois, no Rio de Janeiro.

Memorial Jorge Teixeira. — Foto: Diêgo Holanda/G1

Memorial Jorge Teixeira. — Foto: Diêgo Holanda/G1

A antiga residência oficial dos governadores de Rondônia foi transformada em Memorial Jorge Teixeira na década de 1990.

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf S) recebeu com pesar a notícia de falecimento da Sra Aida Figiber de Oliveira, viúva do Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, primeiro Governador do Estado de Rondônia, eterno Governador Teixeirão.

A Sra Aida tinha 98 anos de idade e estava internada há vários dias, lutando contra o COVID-19 e infelizmente veio a falecer, devido a complicações causadas pelo vírus, na manhã do dia 28 de maio de 2020.

Os integrantes da 17ª Bda Inf Sl se solidarizam com os familiares e amigos da Sra Aida neste momento de dor e pesar.

EXÉRCITO BRASILEIRO



Fonte: G1

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