Em outubro de 2019, uma equipe médica — médicos, enfermeiros, biomédicos, biólogos, entre outros — da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto ganhou o noticiário mundial por criar uma nova técnica capaz de curar um paciente terminal diagnosticado com linfoma (um tipo de câncer no sangue).

Dois meses depois, em entrevista exclusiva à Record TV e ao R7, o médico Renato Cunha, membro da equipe e coordenador da unidade de transplante de medula óssea do HC da USP Ribeirão, detalhou como funciona o tratamento e explicou os gargalos que a pesquisa enfrenta para decolar até chegar ao sistema público.

Além de inovador no mundo, o grande atrativo da tecnologia brasileira é o preço: cerca de R$ 175 mil, valor relativamente baixo tratando-se medicina. Para se ter ideia, técnica parecida já existe nos EUA, mas custa entre US$ 375 mil e US$ 425 mil — R$ 1,5 milhão e R$ 1,75 milhão. Portanto, 10% do que já havia antes.

“Imagine que as células do câncer possuam fechaduras em sua superfície. Para cada fechadura, eu tenho uma chave específica. Se eu conheço a fechadura do câncer, vou desenhar uma chave para colocá-la na célula T. Com a chave, essas células passam a se chamar CAR-T. Quando voltam para a corrente sanguínea, elas circulam e encontram a fechadura e destrói a célula do câncer”, resume.

Assista à entrevista completa abaixo:

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