O prêmio Nobel da Paz foi para o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali.

Ali foi premiado por ter conseguido um acordo de paz com a Eritreia em 2018, país que faz fronteira com a Etiópia.

Formado em engenharia, o premiê chegou ao poder também no ano passado. Aos 43 anos, Ali é o chefe de governo mais jovem da África.

“Ele passou seus primeiros cem dias como primeiro-ministro levantando o estado de emergência do país, garantindo anistia para milhares de prisioneiros políticos, descontinuando a censura da mídia, legalizando partidos de oposição, exonerando líderes militares e civis que estavam sob suspeita de corrupção e também por aumentar significavelmente a influência de mulheres na política e na comunidade etíope. Ele também fortaleceu a democracia ao propor eleições livres e justas”, diz o comunicado do Nobel.

Em outro momento do texto, o comitê afirma que quer “expressar um reconhecimento a todos os atores que trabalham pela paz e a reconciliação na Etiópia e nas regiões do leste e nordeste africanos”.

No comunicado, também é destacado o trabalho do presidente da Eritreia, Issaias Afworki.

“A paz não é alcançada apenas com as ações de uma única pessoa. Quando o primeiro-ministro Abiy estendeu a mão, o presidente Afwerki aceitou e ajudou a dar forma ao processo de paz entre os dois países”, afirmou o Comitê.

O prêmio de Ali foi celebrado em uma publicação feita no perfil do gabinete do chefe de governo no Twitter.

“Estamos orgulhosos como país, do trabalho do primeiro-ministro em favor da “cooperação, unidade e coexistência”, diz o tuite.

A entrega oficial do prêmio de 9 milhões de coroas suecas (cerca de 3,76 milhões de reais) acontecerá em 10 de dezembro, dia que o fundador do prêmio, Alfred Nobel, morreu.

O anúncio do vencedor foi feito nesta manhã em Oslo, capital da Noruega, o único fora da Suécia, por desejo do próprio Nobel, já que a Noruega fazia parte do Reino da Suécia na época

Neste ano, mais de 300 personalidades e organizações estavam na lista de candidatos para o Nobel da Paz.

Em 2018, o Comitê deu o prêmio ao ginecologista Denis Mukwege (República Democrática do Congo) e a yazidi Nadia Murad, por sua luta contra a violência sexual.



Fonte: Exame

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