Rio – A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRC) identificou, na tarde desta segunda-feira, Dayane Alcântara Couto de Andrade, 28 anos, conhecida como Day McCarthy, como autora dos vídeos de injúria por preconceito racial contra a filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Titi. 

Mais cedo, Gagliasso foi à Cidade da Polícia prestar queixa por ofensas raciais contra a escriotora, que mora no Canadá. No domingo, Dayane publicou um vídeo na Internet fazendo comentários ofensivos à criança, de apenas 4 anos. “Eu espero que aconteça Justiça. Estou aqui como pai e cidadão. É crime e ela precisa pagar pelo o que fez”, afirmou o artista.

Gagliasso chegou sozinho na Cidade da Polícia às 11h e entrou para prestar depoimento por volta de 12h30. Ele explicou que Giovanna precisou ficar com a filha. “Não tinha necessidade de ela vir. Eu, como pai e marido, estou aqui fazendo por todos nós. Estou aqui por todos que foram feridos e desrespeitados. Minha filha não tem noção do que está acontecendo hoje, mas terá no futuro. Ela saberá que a família dela lutou e terá força para se defender”, disse.

Bruno Gagliasso prestou queixa na Cidade da PolíciaMaíra Coelho / Agência O Dia

A delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Daniela Terra, contou que um inquérito foi aberto e que a responsável pelos comentários será intimada a prestar depoimento mesmo estando fora do Brasil. “A legislação aplicada é a mesma. Faremos um procedimento formal para intimar essa pessoa porque ela está fora do país. Já estamos providenciando a intimação legal. Não sabemos se ela é americana ou tem cidadania, só sabemos que é ela quem divulga (esses crimes)”, disse.

Segundo a polícia, Dayane responderá pelos crimes de injúria por preconceito, difamação e injúria. “Vamos apurar se há outros casos envolvendo o nome dela. O nome que ela usa nas redes sociais é um pseudônimo”, acrescentou.

Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso e TitiAg. News

A advogada criminalista Isabela Celano, que defende Bruno, afirmou que é preciso saber também a identificação de outras pessoas que possam estar envolvidas no crime. “Vamos tomar todas as medidas cabíveis para inibir qualquer prática criminosa com relação a injúria ao preconceito”, completou.

Para Alexandre Celano, advogado civil de Bruno, a defesa vai pedir a retirada das publicações com mensagens ofensivas da Internet. “Ela (a responsável pelo vídeo) merece e precisa ser responsabilizada. É um tipo de ofensa que atinge toda a sociedade e isso precisa ser perseguido”, reforçou.

Instituto divulga nota de apoio

O Instituto de Identidade do Brasil (IDRB), divulgou nota de apoio ao casal. A diretora-executiva do IDBR, Luana Génot, comentou o caso. “Como negro, sofremos diretamente. Infelizmente, esse caso é só a ponta do iceberg. 130 anos pós abolição e ainda, sim, temos que lembrar que o racismo existe. O grande fato é que essa luta deve ser a causa de todos. Não sabemos se podemos mudar a mentalidade de todos. Mas precisamos lutar. Essa é uma causa que é de todos, independente de classe ou posição social. Ainda temos no Brasil um racismo estrutural e estruturante”, disse Luana.

 

 


Fonte: O dia

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