Países do oeste africano estão lutando contra o maior ataque de gafanhotos dos últimos anos. Somália, Uganda, Jordânia e Etiópia correm o risco de ficar sem comida, já que as nuvens conseguem consumir toneladas em apenas um dia. A ONU está pedindo fundos para ajudar a combater o inseto.

Josphat Elukumani, morador e agricultor local, diz que “é perturbador porque nunca vimos algo assim, e também quando eles pousam em vegetação como essa, comem tudo, até a grama, se isso continuar, eles comerão toda a vegetação”

“A situação dos gafanhotos é uma ameaça sem precedentes à segurança alimentar”, alerta Tobias Takavarasha, representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura)

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, uma nuvem de um quilômetro quadrado de gafanhotos pode comer tanta comida quanto 35.000 pessoas em apenas um único dia.

Mas este mês, o Quênia ficou sem pesticidas por cerca de uma semana e meia, deixando moradores e agricultores observando impotentes as culturas que eles contam para alimentar suas famílias serem devoradas.

Na vizinha Uganda, as Forças Armadas do país foram mobilizadas para ajudar a combater a praga. Eles pulverizam as árvores manualmente pela manhã antes que os gafanhotos voem. A Etiópia precisa de 500 mil litros de pesticidas para a próxima safra, mas a fábrica do país só produziu 200 mil litros.

“Os pesticidas estão disponíveis, mas requerem recursos financeiros”. A FAO diz que conter a praga será necessário US$ 138 milhões (R$ 621 milhões). Mas até agora, os doadores prometeram apenas um terço, ou seja, US$ 52 milhões (R$ 234 milhões).



Fonte: Reuters

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