A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), uma operação para desarticular uma facção criminosa com forte atuação em Rondônia e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 20 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Vilhena (RO), Ji-Paraná (RO), Cacoal (RO), Dourados (MS) e Campo Grande (MS). A operação é chamada de Irmandade.

Segundo a PF, os integrantes da facção tinham amplo acesso a telefones celulares dentro de penitenciárias de Rondônia e mantinham contado direto com os comparsas que se encontram em liberdade, sobretudo com esposa e companheiras, para atuação no tráfico de drogas e armas.

Na ação desta terça-feira, que tem apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado e Justiça (GEII/SEJUS/RO), o Grupo de Ações Penitenciárias (GAPE) e a PF cumpriram mandados em presídios do estado, em busca de celulares e drogas.

Segundo a PF, durante as investigações foram apreendidas diversas armas de fogo e munições negociadas pelos investigados, as quais seriam utilizadas para furtos e roubos, sobretudo de veículos que seriam trocados por drogas, “bem como para atentados contra a vida de membros de facções rivais”.

Os presídios alvos dos mandados de prisão são o Ênio Pinheiro, 470, e Panda. Outros sete mandados foram cumpridos na área urbana de Porto Velho.

Os investigados nesta operação vão responder por associação para o tráfico de drogas e organização criminosa e ficarão à disposição da Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, onde os mandados foram expedidos pela Justiça Federal.

Segundo a assessoria da PF, os detidos em Porto Velho foram levados à penitenciária Pandinha. Os presos pela equipe da corporação em Guajará-Mirim foram levados à Casa de Detenção da cidade. Já em Ji-Paraná, os detidos seguiram ao presídio estadual do município.

Os alvos de Vilhena, Dourados e Campo Grande já estavam presos. Três pessoas que tiveram a prisão preventiva expedida na capital de Rondônia e uma em Ji-Paraná também já cumpriam pena por outros crimes.


Fonte: G1

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