Antonio Palocci confirmou em depoimento a reserva de R$ 30 milhões para a compra de apoio do MDB do Senado a Dilma Rousseff em 2014.

Segundo o ex-ministro, o valor foi pedido por Guido Mantega e estava em uma conta de propinas do PT mantida nos Estados Unidos por Joesley Batista.

O relato foi feito dentro de investigação em curso no STF que apura pagamentos da JBS a Renan Calheiros, Valdir Raupp, Jader Barbalho, Eunício Oliveira e Eduardo Braga naquele ano.

O objetivo era evitar que eles apoiassem Aécio Neves na disputa presidencial.

No depoimento à PF no último dia 30, Palocci disse que Mantega pediu pressa no pagamento aos senadores, pois havia risco de perda do apoio do PMDB do Senado a Dilma.

Ainda segundo Palocci, Joesley Batista, o responsável pela conta, estranhou o pedido de Mantega e teria procurado Dilma para confirmar se o pagamento deveria ser realizado.

“Joesley relatou ao depoente [Palocci] que a presidente Dilma disse a seguinte frase: ‘É para fazer’”.

Na época, Joesley relatou que estava tendo dificuldades com o grupo de Michel Temer, do MDB da Câmara, porque estaria contribuindo somente com senadores do partido.

O empresário disse que os pagamentos ao MDB do Senado eram ajustados com Renan Calheiros e perguntou ao ex-ministro se o senador era de fato uma pessoa que gozava da confiança do PT.

Palocci respondeu que sim, “que conhecia a atuação de Renan Calheiros na liderança do Senado e fidelidade ao governo”.


Fonte: O antagonista

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