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Vem da Espanha a maior sensação da Netflix do último verão: lançada no final de dezembro, sem muita badalação, a série La Casa de Papel caiu nas graças do público brasileiro e de outros países – como Turquia, Argentina, Peru, Itália e França. A minissérie teve seus 15 episódios exibidos em 2017 no canal de TV espanhol Antena 3, que foram reeditados pelo serviço de streaming e divididos em duas “temporadas”. Na primeira parte, nove capítulos viraram 13, com aproximadamente 50 minutos de duração. A segunda leva, com os seis episódios restantes, chega à plataforma nesta sexta-feira (6). 

A trama de La Casa de Papel gira em torno de um assalto mirabolante à Casa da Moeda da Espanha, planejado minuciosamente por um líder identificado como Professor (Álvaro Morte). Ele recrutou oito ladrões para seu plano, identificados com nomes de cidades: Tóquio (Úrsula Corberó), Nairóbi (Alba Flores), Rio (Miguel Herrán), Berlim (Pedro Alonso), Helsinque (Darko Peric), Oslo (Roberto García Ruiz), Denver (Jaime Lorente) e Moscou (Paco Tous). 

Vestindo macacões vermelhos e máscaras referentes ao rosto do pintor surrealista Salvador Dalí, cada um dos assaltantes tem características bem específicas: Tóquio é uma mulher forte e impulsiva, Helsinque e Oslo são os músculos, Rio é um hacker, Berlim é um comandante calculista e manipulador, Nairóbi é especialista em falsificações, Moscou é expert em arrombar cofres, enquanto seu filho Denver faz o tipo explosivo, porém bondoso. Juntos, eles têm que controlar os reféns da Casa, enquanto fabricam seu próprio dinheiro. De longe, Professor coordena cada parte do plano, estando preparado para imprevistos e falhas. Ao mesmo tempo, precisa lidar com a negociadora do sequestro, a inspetora policial Raquel Murillo (Itziar Ituño) – que passa por problemas com seu ex-marido e a custódia de sua filha.

Nesta segunda parte da série, saberemos se a trupe conseguirá escapar ilesa do assalto, se evitará novos motins dos reféns e até aonde o Professor irá com seu jogo psicológico com Raquel, que no último episódio da primeira parte havia se aproximado de fazer uma importante descoberta.

Sob medida para streaming

O último episódio de La Casa de Papel na Espanha foi acompanhado por cerca de 1,8 milhão de telespectadores, segundo informações do jornal espanhol El País, que apontou como um número discreto para o horário nobre local. Ao disponibilizar a série em seu catálogo, a Netflix não fez nenhum alarde ou divulgação pesada sobre a série. Entretanto, a atração foi se popularizando aos poucos, por meio do boca a boca e de publicações nas redes sociais. É tamanho o sucesso no Brasil que La Casa de Papel inspirou diversas fantasias no Carnaval 2018 – uma das variações mais populares foi a plaquinha com os dizeres “La casa de papel de trouxa”.

Neste ano, La Casa de Papel se manteve entre as cinco séries mais “maratonadas” pelos usuários do aplicativo TV Time – que organiza o acompanhamento de séries –, alternando as primeiras posições com atrações americanas como Grey’s Anatomy e Riverdale. Outra marca que a produção espanhola atingiu no app foi ser a série de língua não-inglesa mais popular na Netflix.

Criada por Álex Pina, La Casa de Papel consegue transitar por gêneros como thriller, ação, romance e drama. Entre suas virtudes, destacam-se a fotografia e a trilha sonora, além da construção dos personagens. Apesar de tratar-se de uma história sobre um grande roubo, a trama não é maniqueísta: pode-se simpatizar mais com os ladrões (em especial, a carismática Nairóbi), odiar os reféns (caso de Arturo, bem interpretado por Enrique Arce) ou torcer para que Raquel consiga desmascarar o Professor.

Contendo um ritmo rápido e apresentando ganchos e reviravoltas no final de cada episódio, La Casa de Papel encontrou um lar perfeito no serviço de streaming – ambiente propício para a maratona –, fazendo do maratonista um refém com síndrome de Estocolmo. 

Curiosidades de La Casa

BELLA CIAO

Interpretada pelos ladrões na série, a canção símbolo da resistência italiana durante a II Guerra Mundial viralizou este ano e chegou às arquibancadas uruguaias: a torcida do Peñarol criou uma versão da música para apoiar seu time. 

ARQUIBANCADA

A série também caiu no gosto da torcida do Al-Ittihad, equipe da primeira divisão da Arábia Saudita, que criou um bandeirão homenageando quatro jogadores com as máscaras de Dalí e o técnico da equipe usando óculo em um estilo similar ao do Professor.

HAMBURGUERIA

No município de Ipueiras (CE), mais 300 km de Fortaleza, foi aberto um restaurante chamado La Casa do Hamburguer. Os pratos da casa levam os nomes dos personagens da série, e os funcionários trabalham vestindo os característicos macacões vermelhos.

CARNAVAL

La Casa de Papel também foi sensação no Carnaval deste ano, inspirando variadas fantasias – desde o uso de plaquinhas com os dizeres “La casa de papel de trouxa” aos macacões e máscaras de Dalí. Entre os famosos brasileiros que aderiram à fantasia de ladrão da série estão Marília Mendonça e o DJ Alok.

SPIN-OFF?

Em entrevista ao Cadena SER, o criador da série, Álex Pina, relatou que tem a ideia de realizar um spin-off da série.

– Há muitas coisas para roubar no mundo e um bando maravilhoso de ladrões – garantiu.

Quando questionado sobre qual poderia ser o próximo alvo da trupe de La Casa de Papel, Pina respondeu de pronto:

– A Reserva Federal dos Estados Unidos.


Fonte: clicrbs

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