Na região de fronteira de Guajará-Mirim (RO), cidade distante a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho, apenas uma balsa está fazendo a travessia diária de veículos e mercadorias do Brasil à Bolívia. A Marinha Boliviana havia bloqueado o porto comercial por conta de um impasse entre a empresa que faz a travessia de veículos brasileiro ao país vizinho.

De acordo com Nelson de Oliveira, proprietário da 3 Navegações, empresa responsável pela balsa, os barqueiros, conhecidos popularmente como ‘pec-pecs’, deixam os barcos atracados no espaço onde a balsa deve atracar, e como consequência a embarcação acaba batendo nos barcos, gerando prejuízos.

A empresa alega que solicitou que a Marinha Boliviana demarcasse um espaço para a balsa, mas o pedido não teria sido atendido.

No dia 20 de maio houve uma colisão entre as embarcações e a organização sempre arcava com os prejuízos, mas desta vez decidiu não pagar o conserto e, em consequência, os pec-pecs acionaram a Armada Boliviana, que decidiu fechar temporariamente o porto à 3 Navegações.

Em contrapartida, ao fechamento do porto, a balsa boliviana e os pec-pecs estavam realizando a travessia de mercadorias normalmente, sem nenhuma restrição.

Ao todo, cerca de 4 carretas, com mercadorias, são levadas ao país vizinho por meio dos serviços prestados pela empresa de navegação. E por conta do fechamento do porto boliviano, empresas ficaram sem exportar por cerca de dois dias.

Na manhã de sábado (1º), o Capitão de Fragata da Armada Boliviana, Juan Carlos, enviou à sede da empresa uma notificação.

De acordo com o documento, as atividades da balsa poderão ser retomadas em território boliviano a partir do sábado, e um inquérito foi aberto para apurar o incidente ocorrido no dia 20 de maio, entre a embarcação e um pec-pec.


Fonte: G1

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