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Mecânico foi morto enquanto dormia em Buritis (Foto: Facebook/Reprodução)

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (20) que a o filho da mulher suspeita de ter mandado matar o marido a tiros, em Buritis (RO), desmentiu a versão dada pela mãe em depoimento. Na semana passada, a mulher alegou que planejou o crime porque ela e o filho eram agredidos em casa pela vítima, o mecânico Flordinaldo Kister.

Com a mudança na linha de investigação, o delegado Lucas Torres apura agora se a mulher encomendou o assassinato do esposo por motivos econônimos, pois a suspeita nunca registrou boletim de agressão física contra o marido.

O mecânico da prefeitura de Buritis tinha 41 anos e foi morto em casa, enquanto dormia. Na ocasião, um suspeito entrou na casa e atirou na vítima.

Segundo a Polícia Civil, o executor do crime é um jovem de 18 anos e ele foi preso nesta semana em Jacinópolis, distrito do município. A arma usada no crime foi localizada dentro de um guarda-roupas, na casa da avó dele.

 
Arma usada no crime foi apreendida pela Civil (Foto: TBN notícias/Reprodução)
Arma usada no crime foi apreendida pela Civil (Foto: TBN notícias/Reprodução)

Segundo a Polícia, a versão contada pela mulher ao ser presa, de que o marido era bastante agressivo e que a agredia constantemente, foi desmentida pelo filho dela, que é o enteado da vítima.

O inquérito segue em andamento e a polícia investiga se a mulher decidiu mandar assassinar o marido por motivos econômicos.

Conforme Lucas Torres, o infrator disse em depoimento que primeiramente conheceu o filho da mandante em uma praça de Buritis, durante uma roda de tereré. Em outro dia, ele foi chamado para ir em um churrasco na residência e começou a frequentar a casa deles.

“Em uma dessas idas, a mulher começou a conversar com ele, falando que apanhava muito do marido, que ele era agredia fisicamente e que ele já havia tentado matar atropelado o próprio filho dela. Então, ela revelou que precisaria de alguém para resolver esse problema pra ela. A partir disso, ele começou a criar coragem e a mulher ofereceu a proposta do assassinato”, informa o delegado.

Ainda durante depoimento, o jovem disse que a arma utilizada no crime pertencia a própria vítima, que comprou após sofrer a tentativa de homicídio no final de 2017.

A mulher disse ao executor onde o marido guardava o revólver e, que após o crime, ele poderia ficar com ela como parte do pagamento, de R$ 6 mil. A arma foi encontrada dentro do guarda-roupas, na casa da avó dele, em Jacinópolis. Depois de ser preso, o jovem foi encaminhado até o Centro de Ressocialização Jonas Ferreti, em Buritis.

Crime

Durante o depoimento prestado na delegacia, a infratora revelou na semana passada que planejou o crime para se livras das agressões, pois o matrimônio dela era bastante turbulento, sendo que o marido a agredia constantemente.

“Segundo a infratora, o marido tinha dito anteriormente que ela só ia ter paz no dia que ela matasse ele ou quando ele matasse ela. E então ela acabou ficando com medo, conheceu esse executor, o qual disse que ajudaria ela a se livrar desse problema. Em determinado dia, ela então o prometeu uma quantia em dinheiro e ele ficou de matar o marido dela, assim como fez”, comentou o delegado.

Porém, a versão apresentada por ela não possui confirmação de que as agressões realmente aconteciam, pois não existe nenhum boletim de ocorrência registrado e ela nunca pediu uma medida protetiva da Lei Maria da Penha contra o marido. A Polícia investiga se a motivação do crime aconteceu por motivos econômicos.

“O filho dela, inclusive, disse que o padrasto chegou a agredir a mãe duas vezes quando estava embrigado, mas sem gravidades e conviviam sem nenhum problema. Portanto a versão dela não se confirmou e a gente acredita que motivação dela tenha sido econômica. Há notícias de que ele tinha uma grande quantidade de dinheiro para receber do Poder Público, mas a gente vai ter que confirmar para saber se foi em razão disto, ou mesmo por conta de alguns bens que ele possuía”

Por fim, o delegado explicou que a motivação ainda está sendo apurada, porque dependendo dela, o crime poderá ser qualificado como motive torpe, o que aumentará a sentença no procedimento judicial.

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