Doze soldados do Exército Brasileiro assumiram, nesta quarta-feira (20), as buscas pelos três agricultores que estão desaparecidosem uma área de conflito agrário em Canutama (AM), na divisa com Rondônia. Flávio de Lima de Souza (ex-brigadista), Marinalva Silva de Souza e Jairo Feitosa sumiram no dia 14 de dezembro, quando faziam fotos nos fundos da propriedade.

A Polícia Civil do Amazonas também informou que enviou policiais à região para ajudar nas buscas dos três desaparecidos.

Conforme informou a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, as buscas estão sendo feitas no assentamento “Arara”, que pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 
Buscas estão sendo feitas em área de conflito de terra (Foto: PM/Divulgação)
Buscas estão sendo feitas em área de conflito de terra (Foto: PM/Divulgação)

A região é conhecida por ser uma área de conflito por posse de terra, segundo a Polícia Civil, pois nas proximidade existe um conjunto de unidades agrícolas, como fazendas.

A Polícia Civil de Rondônia também se colocou à disposição do governo do Amazonas para ajudar nas buscas pelos desaparecidos.

Ao todo, 12 soldados do Exército estão percorrendo a área na tentativa de localizarem os trabalhadores rurais.

Na terça-feira (19), os parentes dos desaparecidos fizeram um bloqueio e fecharam a BR-319, entre Porto Velho e Humaitá (AM). O bloqueio demorou cerca de três horas e vários veículos foram impedidos de passarem pelo local.

Quem são os desaparecidos

  • Flávio de Lima de Souza – é ex-brigadista do ICMBio.
  • Marinalva Silva de Souza – vice-presidente da associação de moradores da zona rural.
  • Jairo Feitosa – morador da região.

Desaparecimento

Os três agricultores sumiram no dia 14 de dezembro, quando faziam fotos no fundo da propriedade em Canutama.

Em entrevista à Rede Amazônica, a mulher de Flávio disse no começo desta semana não acreditar que o marido e os amigos se perderam na região, pois eles conheciam toda a área da proriedade.

“Eles entraram lá para tirarem fotos que foram solicitadas para serem entregues ao Incra, conforme ação que está ocorrendo na Justiça, que foi ganho a causa pra gente, pois estamos lá na área. Na ida que eles foram para tirarem essas fotos acabaram sumindo e outras pessoas que estavam com eles voltaram desesperados avisando do sumiço dos amigos”, afirma Rosiane Moraes.

A esposa de Flávio também revelou esta semana que os agricultores já estavam sendo ameaçados em Canutama.

“Algumas manilhas colocadas na entrada da área de conflito foram arrancadas com tratores. Nós fomos em Humaitá (AM), falamos com delegado e fizemos registro de ocorrência na época”, ressaltou em entrevista.


Fonte: G1

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