Como você sabe, a teoria mais aceita sobre a extinção dos dinossauros é a de que ela aconteceu em decorrência do impacto de um enorme asteroide aqui na Terra há cerca de 65 milhões de anos. Esse pedregulho celeste contava com 15 quilômetros de largura e caiu na Península do Yucatán, no México, formando a famosa Cratera Chicxulub, que mede extraordinários 180 quilômetros de diâmetro e vários quilômetros de profundidade.

Cratera Chicxulub

Mas, e se o asteroide tivesse caído em outro lugar, será que os dinossauros poderiam ter sobrevivido? De acordo com Jonathan Amos, da BBC, cientistas que realizaram perfurações na Cratera Chicxulub para coletar amostras chegaram à conclusão de que, na verdade, se objeto celeste que colidiu contra a Terra tivesse atingido outro lugar, é possível que os lagartões — e boa parte dos mamíferos! — tivessem sobrevivido a esse catastrófico evento.

Colisão fatídica

Segundo Robin Andrews, do site IFLScience!, a colisão deve ter sido assustadora. Para começar, ao penetrar na atmosfera, o asteroide teria se transformado em uma imensa bola de fogo e incinerado tudo em um raio de centenas de quilômetros ao longo de seu caminho e dado início a vários incêndios.

Foi tenso! Mas podia ter sido bem menos trágico

Além disso, ao atingir a superfície, o impacto fez com que várias camadas de rocha se transformassem em um material fluido, e alguns segundos depois, uma enorme onda de rochas medindo 25 quilômetros de altura teria se formado e sido lançada para cima. Mas não foi só isso que acabou provocando a extinção dos dinossauros.

Pior lugar do mundo

Segundo os pesquisadores, o asteroide colidiu contra uma região de águas pouco profundas e rica em um tipo de minério de cálcio chamado gipsita. O problema é que esse material contém grandes quantidades de enxofre e, quando o pedregulho celeste caiu por aqui, ele vaporizou uma quantia enorme de gipsita.

Com isso, um volume imenso de enxofre acabou sendo lançado na atmosfera, formando uma “cortina” de partículas que envolveu o planeta durante várias décadas — ou até séculos. Acontece que o enxofre é supereficiente em bloquear a passagem da luz solar, e a grande à quantidade desse elemento em suspensão na atmosfera desencadeou um verdadeiro efeito cascata aqui na Terra.

Ele poderiam ter sobrevivido… (Ilustração de Mark Garlick)

A falta de luz solar freou a fotossíntese de plantas terrestres e aquáticas, e os animais que viviam nos mares começaram a morrer de fome cerca de uma semana depois de o planeta mergulhar na escuridão. Pouco tempo depois foi a vez dos herbívoros perecerem e, consequentemente, os que se alimentavam deles começaram a morrer em seguida. Em outras palavras, as cadeias alimentares da Terra entraram em colapso.

Entretanto, se o asteroide tivesse caído em águas profundas, no meio do oceano Atlântico ou no Pacífico — em vez de na Península do Yucatán —, a coisa toda poderia ter sido muito diferente. Os cientistas argumentam que o pedregulho espacial ainda penetraria na atmosfera do planeta na forma de uma imensa bola de fogo, e o impacto geraria tsunamis colossais que atingiriam os continentes e matariam uma gigantesca quantidade de formas de vida.

Contudo, a parte da vaporização das rochas seria bem menos intensa e, portanto, a cortina de partículas em suspensão na atmosfera seria muito menos densa, permitindo a passagem dos raios solares até a superfície. Sendo assim, o colapso das cadeias alimentares não aconteceria, bem como as extinções em massa, e o nosso mundo seria muito diferente do que ele é hoje.


FONTE(S)BBC/JONATHAN AMOS/IFLSCIENCE!/ROBIN ANDREWS
IMAGEN(S)WIKIMEDIA COMMONS/USGS/INTERNATIONAL BUSINESS TIMES/NATIONAL GEOGRAPHIC/MARK GARLICK/WIKIMEDIA COMMONS/DON DAVIS
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