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A Coreia do Norte confirmou nesta segunda-feira (15) o lançamento com sucesso de um novo tipo de míssil balístico de médio a longo alcance batizado como Hwasong 12, capaz de levar uma ogiva nuclear “de grande tamanho”, informou a agência estatal norte-coreana “KCNA”.

O líder do regime, Kim Jong-un, esteve presente no lançamento deste domingo que, segundo detalhou a agência, aconteceu às 4h58 (horário local, 17h28 de sábado em Brasília).

Pyongyang fez o lançamento com o fim de “verificar as especificações táticas e técnicas do recém desenvolvido míssil balístico capaz de levar uma ogiva nuclear pesada de grande tamanho”

“O projétil atingiu com precisão seu alvo em águas abertas a 787 quilômetros depois de voar a uma altura máxima de 2.111 quilômetros ao longo de sua órbita de voo prevista”, detalhou a “KCNA”.

Observando a operação, Kim advertiu aos Estados Unidos de que “não deveria ignorar ou subestimar a realidade de que seu território e suas operações na região do Pacífico estão na mira de fogo” da Coreia do Norte, segundo declarações citadas pela agência estatal.

O líder norte-coreano ordenou aos cientistas e técnicos que continuem desenvolvendo continuamente armas nucleares mais precisas e diversas, e meios de ataque nuclear”.

A Coreia do Norte advertiu os EUA de que se “tentar provocá-la”, não escapará do pior “desastre da história”.

Reações

Líderes mundiais expressaram apreensão quanto aos mais recentes lançamentos de mísseis aparentemente balísticos pela Coreia do Norte, apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos e as Nações Unidas, em reação aos esforços de armamento nuclear do país asiático.

Segundo a União Europeia, trata-se de “uma ameaça à paz e segurança internacional” e de uma escalada da tensão na região. “Este disparo e o anterior constituem uma ameaça à paz e segurança internacionais e agravam ainda mais as tensões na região, num momento em que é desnecessária uma escalada”, disse um porta-voz citado pela AFP. O último teste armamentista ocorrera cerca em 29 de abril.

O presidente americano, Donald Trump, declarou que “essa provocação mais recente deve servir de chamado a todas as nações para implementarem sanções muito mais fortes” contra o país que “tem sido uma ameaça gritante por tempo demasiado”. Por isso, os EUA se mantêm “férreos” ao lado de seus aliados Japão e Coreia do Sul.

A Casa Branca enfatizou a proximidade do ponto de impacto em relação à Rússia, ao comentar que o míssil caiu “tão perto do solo russo […] que o presidente não pode imaginar que a Rússia esteja contente”.

O Ministério do Interior em Moscou, contudo, negou que o país esteja preocupado com o teste como ameaça potencial à segurança. “Este lançamento não representou qualquer perigo à Federação Russa. Os sistemas russos de alerta antimíssil seguiram o alvo balístico durante seu voo de 23 minutos, até que pousasse na parte central do Mar do Japão, a cerca de 500 quilômetros do território russo”, constou de um comunicado divulgado por agências de notícias russas.

Ainda assim, de acordo com o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, tanto o presidente russo, Vladimir Putin, como o chinês, Xi Jinping, expressaram “apreensão pela escalada de tensão, na esteira de um novo lançamento de míssil pela Coreia do Norte”.

Ambos os chefes de Estado participam de uma cúpula sobre o projeto “Novas Rotas da Seda”, que também conta com a presença de delegações das duas Coreias. O novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, igualmente criticou o teste como uma “provocação leviana”.

Desde sua posse, na quarta-feira, Moon vinha adotando um tom conciliatório em relação a Pyongyang. Agora, porém, o líder advertiu que o diálogo que ele privilegia ter só será possível “se o Norte mudar sua atitude”.


Fonte: G1

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