Eduardo Cordeiro dos Santos, acusado de matar a esposa na frente do filho, foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo tribunal do júri em Jaru (RO), a cerca de 290 quilômetros de Porto Velho. O crime foi em maio de 2017 e o julgamento ocorreu nesta semana no Fórum de Justiça.

Segundo o judiciário, o acusado cometeu o homicídio após uma discussão com a esposa. Após atirar na esposa, o homem colocou o corpo dela em uma moto e o levou até um pasto. O corpo da esposa dele, Juliane Ferreira de Almeida, foi encontrado no dia seguinte.

O julgamento em Jaru durou cerca de 12 horas e foi acompanhado por amigos e familiares de Juliane.

Natalia Fernanda de Almeida Giacomini, filha da mulher morta por Eduardo, atuou como assistente da acusação contra o réu. A jovem advogada é tem residência no Paraná. Ao G1, ela disse que chegou a ser questionada se seria ideal ela participar diretamente do processo da morte da mãe.

 
Amigos e familiares acampanharam julgamento (Foto: Rinaldo Moreira/G1)
Amigos e familiares acampanharam julgamento (Foto: Rinaldo Moreira/G1)

“Eu disse aqui no plenário de que quem melhor do que eu para fazer a defesa dela? Talvez se eu deixasse somente para o promotor me sentiria mal em deixar alguém defender a honra dela. Ninguém melhor que eu, filha, para fazer essa parte da defesa”, disse Natalia.

Por morar no Paraná e o processo em Rondônia ser físico, toda solicitação para acesso ao processo deve ser feito no Fórum, diferente de outras comarcas onde o processo é eletrônico. Para isto, Natália chegou em Jaru e teve apenas dois dias para estudar todo o processo e realizar acusação diante do júri.

Durante entrevista, a filha da vítima falou que esperava uma pena de pelo menos 26 anos ao acusado, mas o júri entendeu que o crime foi cometido em violenta emoção.

“Não era o que eu esperava, fiquei bem triste com o resultado na verdade. Nós estávamos tentando a qualificado de motivo fútil, para então ficar equiparado ao hediondo e os jurados infelizmente não deram. Reconheceram a violenta emoção, caindo por terra o quesito motivo fútil. Isso é triste porque uma pena que poderia ser de 25 ou 26 anos caiu para 19 anos”, lamentou a advogada.

 
Juliane foi morta na frente do filho (Foto: Facebook/Reprodução)
Juliane foi morta na frente do filho (Foto: Facebook/Reprodução)

Relembre o caso

O crime foi na casa da família, em maio do ano passado. Três dias depois do assassinato, Eduardo se apresentou à policia, mas foi lierado por já ter passado do flagrante. No dia 18 de maio foi cumprido o mandado de prisão expedido contra Eduardo.

Em setembro de 2017, Eduardo ele entrou com pedido para responder em liberdade, pedido foi negado e anunciado que Eduardo Cordeiro dos Santos iria a júri popular.


Fonte: G1

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